April 24, 2020

Cidade americana se revolta por uso policial de drones para evitar aglomerações contra COVID-19

Cidade americana se revolta por uso policial de drones para evitar aglomerações contra COVID-19

O departamento policial da cidade de Westport, nos Estados Unidos, anunciou um programa para utilizar drones voadores no monitoramento de seus cidadãos em áreas públicas durante a pandemia do COVID-19. Mas o anúncio foi imediatamente rebatido com revolta por uma associação civil estadual, que criticou a estratégia, acusando "empresas invasoras de privacidade usando o COVID-19 como uma oportunidade de colocar seus produtos no mercado e criar futuras oportunidades de negócios". A polícia voltou atrás, então, e suspendeu a implementação do programa de drones.

A ideia inicial da polícia era usar os equipamentos para controlar a circulação de cidadãos em áreas públicas – não em terrenos privados, como quintais, por exemplo, nem por meio de tecnologia de reconhecimento facial. A empresa fabricante, Draganfly, afirma que seus drones são capazes de fazer medições acuradas de sinais vitais, como temperatura corporal e movimentos de tosse. Assim, poderiam detectar com mais facilidade possíveis pessoas contaminadas com o COVID-19. Além disso, o algoritmo das naves poderiam detectar quando pessoas se aproximassem mais do que a distância recomendada para evitar a propagação do vírus, ou formassem aglomerações, emitindo alertas de dispersão.

A polícia, após os questionamentos da sociedade civil, emitiu comunicado dizendo que o "anúncio foi mal interpretado, não bem recebido, e causou muitas perguntas", e que por isso o uso da tecnologia seria reconsiderado.

Durante a pandemia, diversas formas inovadoras de aplicação da tecnologia estão sendo consideradas para minimizar os riscos à população e aos profissionais da saúde trabalhando na linha de frente do combate ao vírus. Por exemplo, a fabricante de robôs Boston Dynamics firmou uma parceria com um hospital de Boston, nos Estados Unidos, para aplicar o seu modelo quadrúpede Spot no monitoramento de pacientes internados – por meio de um iPad acoplado nos robôs, os médicos podem se comunicar à distância com os doentes de forma mais segura.