November 11, 2019

CEO da Uber defende Arábia Saudita, diz que assassinato de jornalista foi "erro" perdoável, e depois volta atrás

CEO da Uber defende Arábia Saudita, diz que assassinato de jornalista foi "erro" perdoável, e depois volta atrás

Durante uma entrevista, o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, disse que o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, planejado e executado pela Arábia Saudita, foi um "erro", mas que erros podem ser perdoados. Em seguida, voltou atrás, afirmando ter dito algo que não não refletia o que ele pensava realmente.

Assista:

Dara respondia a uma pergunta do jornalista a respeito das implicações de o governo da Arábia Saudita ser o quinto maior investidor da Uber, ocupando inclusive um lugar no conselho da empresa. O jornalista questionava a posição de uma empresa americana ao aceitar ter como um dos principais investidores um governo conhecido pela repressão às mulheres e às liberdades individuais de seus cidadãos, assim como por eliminar adversários políticos, como foi o caso de Jamal Khashoggi, emboscado, morto e desmembrado no consulado saudita em Istambul, na Turquia, enquanto tentava obter documentos para formalizar seu casamento.

Segundo relatório da Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, o assassinato foi executado a mando do príncipe saudita Mohammad bin Salman.

Em resposta, o CEO da Uber minimizou o assassinato, classificando-o como um "erro", e dizendo que erros podem ser perdoados. Em seguida, falou que qualquer um pode se tornar investidor da Uber, sugerindo não haver uma análise ética ou moral por parte do alto comando da empresa em relação à fonte do dinheiro usado para manter a operação funcionando.

No dia seguinte à entrevista, no entanto, o CEO se retratou, enviando um e-mail aos jornalistas, na qual dizia que ele havia expressado uma opinião que, na verdade, não refletia a sua real percepção sobre o assunto, e que o assassinato não deveria ser perdoado.

Fonte: Axios