Tensão na península da Coreia aumenta após novo teste de míssil e exercícios de guerra


O teste bem-sucedido de um míssil balístico intercontinental norte-coreano, capaz de enviar uma bomba atômica ao território dos Estados Unidos, e o início de exercícios militares entre a força aérea americana e da Coreia do Sul são os últimos eventos a intensificar a tensão na península, que vive sob a ameaça de um conflito nuclear de grandes proporções.

O projétil norte-coreano, testado com sucesso no último dia 29, tem capacidade para carregar armas atômicas e atingir alvos a milhares de quilômetros. Em sua trajetória, ele chega ao espaço, antes de retornar à atmosfera e colidir em solo. Agora, afirma o regime de Kim Jong-un, a força nuclear do país está completa.

Em resposta, os Estados Unidos realizam nesta semana, junto à Coreia do Sul, um exercício militar de grandes proporções, o chamado Vigilant Ace 18. Ao todo, 230 aeronaves participam das manobras, inclusive caças modelo F-22, F-35A e F-35B, além de milhares de tropas em solo. Apesar de os exercícios acontecerem anualmente, como parte da estratégia de defesa da península, o regime norte-coreano acusa seus rivais de "provocação".

Vigilant Ace Caças F16 participam de exercício de combate na península da Coreia. Foto: Força Aérea dos Estados Unidos

Oficiais de Kim Jon-un afirmam que, frente às movimentações das forças dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, a Coreia do Norte daria uma resposta "sem precedentes". Em setembro, os militares do país ameaçaram explodir uma bomba de hidrogênio no Oceano Pacífico.

Enquanto isso, os esforços de diálogo seguem tímidos. Hoje, um oficial das Nações Unidas iniciará uma viagem de quatro dias para a Coreia do Norte, onde tentará estabelecer diálogo com o ministro do exterior, Ri Yong Ho. O intuito é diminuir as tensões na região. Mas, a essa altura, a iniciativa mais parece uma tentativa de apagar um prédio em chamas com um copo d'água.

Fonte: Bloomberg

Foto: U.S. Pacific Command