Startup reduz desperdício de vegetais em fazendas e obtém US$ 2 milhões de investimento


A startup californiana Full Harvest desenvolveu um sistema para conectar fazendeiros e a indústria de alimentos, reduzindo assim o desperdício. Na plataforma, os agricultores podem informar o excedente de sua produção, e vendê-lo para interessados. A ideia é que os produtores sejam capazes, assim, de comercializar também os vegetais “feios”, que não estejam esteticamente perfeitos, ainda que bons para consumo. Esses produtos costumam ser descartados, pois não são considerados atraentes para as prateleiras dos mercados.

Segundo relatório das Nações Unidas, cerca de um terço de todos os alimentos produzidos no mundo é desperdiçado, e se apenas um quarto dessa fração fosse reaproveitado, seria o suficiente para acabar com a fome no planeta.

A fundadora da Full Harvest, Christine Moseley, traz na bagagem experiência na startup de sucos frios prensados Organic Avenue, onde ela começou a ter os primeiros insights que a levariam ao seu novo empreendimento.

"Eu estava de pé, com belas folhas de alface até a minha panturrilha", lembra-se Moseley. "Os fazendeiros estavam jogando fora todas aquelas folhas verdes e crocantes porque eles procuravam apenas pelas cabeças de alface perfeitas para as lojas."

Entre as empresas que se aproveitam desses vegetais estão fabricantes de sucos, sopas, molhos, papinha de bebê e ração para animais.

A ideia de Moseley atraiu o interesse de investidores. Em uma primeira rodada de levantamento de fundos, a startup obteve US$ 2 milhões de empresas de capital de risco como a Wireframe Ventures, a BBG Ventures e a Early Impact Ventures, numa demonstração do potencial do negócio.

Fonte: TechCrunch Foto: Full Harvest