Impressão 3D pode solucionar problema da criação de moradia popular no mundo


WinSun

A tecnologia de impressão 3D indica possíveis caminhos para a humanidade solucionar o problema da escassez de moradia popular no mundo todo – inclusive no Brasil. Com essa técnica, é possível baratear e acelerar radicalmente a produção, além de reaproveitar o material obtido com a demolição de outras construções. Assim, famílias que precisam de um lugar onde morar poderiam ser atendidas de maneira mais sustentável.

Em 2014, a empresa chinesa WinSun revelou um conjunto de dez casas impressas em menos de 24 horas com o auxílio de uma impressora 3D gigante. O equipamento mede 10 metros de altura por 6,6 metros de largura, e possui um duto extrusor que rapidamente aplica grandes quantidades de cimento sobre a área desejada. O cimento é produzido especialmente para essa finalidade e é composto de materiais de demolição e fibra de vidro. Levou 12 anos para a WinSun chegar ao projeto final de sua impressora 3D gigante, mas agora ela pode realizar construções com uma agilidade única no mercado.

As casas são simples, mas perfeitamente habitáveis. Elas são constituídas de painéis pré-fabricados, montados posteriormente no terreno em que ficarão estabelecidas. Além da velocidade de construção, há uma outra grande vantagem no método utilizado pelos chineses: cada unidade custou apenas US$ 5 mil para ser construída, graças à otimização do processo. O CEO da WinSun, Ma Yihe, se mostrou otimista em relação à aplicação de impressoras 3D na construção civil e ao futuro dessa tecnologia. Ele acredita que, em alguns anos, seremos capazes de construir até arranha-céus com impressoras 3D semelhantes às que sua empresa utiliza.

“O desperdício industrial de prédios demolidos está danificando nosso meio-ambiente, mas com a impressão 3D, somos capazes de reciclar as sobras de construções e transformá-las em novos materiais", disse Yihe ao International Business Times. Apesar do design aparentemente simples, as construções vêm completas com áreas de acomodação do sistema hidráulico e elétrico, por exemplo, e revela um enorme potencial para a construção de moradias populares em larga escala, por exemplo.

E a WinSun planeja voos ainda maiores e mais ousados. Em janeiro do ano passado, a empresa chinesa revelou o prédio mais alto construído com uma impressora 3D até então – um edifício de apartamentos de 5 andares pronto para ser habitado. O projeto foi executado com a mesma impressora utilizada um ano antes na obra das 10 casas populares construídas em menos de 24 horas, e sua matéria-prima também consistiu da mistura de cimento, fibra de vidro, elementos de demolição e outros agentes fixadores. Além do prédio de apartamentos, a WinSun demonstrou também uma mansão luxuosa de 1,1 mil metros quadrados – também criada com impressão 3D.

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