Fortuna de Jeff Bezos, criador da Amazon, supera a marca dos US$ 100 bilhões


O americano Jeff Bezos, criador do e-commerce Amazon.com, acaba de se tornar uma das poucas pessoas na história a conquistar uma fortuna de mais de US$ 100 bilhões. Antes dele, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, atingiu o mesmo patamar em 1999. Estima-se que o patrimônio de Gates estaria hoje na casa dos US$ 150 bi, caso ele não tivesse doado grande parte a projetos filantrópicos.

A fortuna de Bezos deu um salto de US$ 2.4 bilhões, para US$ 100.3 bi, por conta do otimismo de investidores com os resultados das vendas da Amazon na Black Friday, o dia de grandes descontos que movimenta o comércio em vários países, especialmente nos Estados Unidos. Análises parciais apontam que as vendas online aumentaram 18.4% em comparação ao ano passado, e espera-se que a Amazon fique com boa parte desse lucro. As ações da empresa subiram 2% por causa dessa notícia, impactando diretamente no patrimônio de Bezos.

E o império da Amazon continua a se expandir. Em junho deste ano, a empresa anunciou a compra da rede de mercados orgânicos Whole Foods, e em outubro passou a vender produtos eletrônicos no Brasil.

A estratégia expansionista de Bezos, no entanto, não agrada a todos. Vindo de uma carreira de sucesso em Wall Street, onde era conhecido pelo brilhantismo matemático, o americano aposta em uma tática baseada em preços baixos e margens de lucro apertadas. A Amazon é famosa por ter operado por anos no vermelho, para que o dinheiro dos investidores fosse revertido na expansão do negócio. Essa foi uma das razões pelas quais a empresa se livrou do colapso na crise do mercado pontocom, no fim dos anos 1990.

Mas essa prática tem seu lado sombrio. Funcionários da empresa em diversos países reclamam de condições precárias de trabalho, e greves são recorrentes. Na Alemanha e na Itália, funcionários fizeram uma paralisação durante a Black Friday em protesto por melhorias. Até o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já expressou sua reprovação às práticas de Bezos, principalmente em relação a desvios de impostos, e à aquisição do jornal The Washington Post, que ele considera um golpe de ampliação de poder político. Trump prometeu, na campanha presidencial, tomar ações diretas para frear o apetite do empresário.

Fonte: Bloomberg

Foto: Andrew Lee