Em breve, a origem da comida no seu prato será rastreada com a Blockchain


Foto: David Mulder/Flickr

A IBM está desenvolvendo um projeto piloto para monitorar a origem dos alimentos vendidos por grandes empresas do ramo, como Walmart, Nestlé, Dole, Tyson Foods e Kroger, usando a tecnologia da Blockchain, mais conhecida pela sua aplicação no registro de transações de criptomoedas, como o Bitcoin.

Manter o controle sobre a origem dos alimentos em cadeias complexas, como as operadas por essas companhias, é um tremendo desafio. O sistema é fragmentado, e o registro feito muitas vezes com papel e caneta. Assim, identificar a origem de um alimento no caso de problemas pode levar dias. Por isso, a IBM está trabalhando para dinamizar o processo.

A Blockchain funciona como um livro de registros virtual, aberto, que não pode ser adulterado. A operação das criptomoedas depende desse sistema exatamente por isso. As transações ficam todas guardadas, o que evita que uma unidade da moeda seja utilizada em duplicidade.

Blockchain

O objetivo da IBM é usar a Blockchain para manter registrado cada lote de alimentos vendidos por essas empresas. Assim, eles poderão ser rastreados mais facilmente, e com mais agilidade.

"Imagine se nós pudéssemos fazer essas consultas com certeza em um período de minutos, e não dias", diz Frank Yiannas, executivo de segurança alimentar do Walmart, em um vídeo promocional da tecnologia.

O Walmart já está utilizando uma versão piloto da tecnologia da IBM, num primeiro passo na direção de expandir o uso da tecnologia para outras áreas dentro da companhia. E esse é apenas um exemplo de uso da Blockchain além das criptomoedas. A transação de títulos financeiros, o monitoramento da qualidade de grãos e a organização de operações administrativas são outros, que demonstram seu potencial na arquitetura de sistemas mais dinâmicos e transparentes em diferentes setores da sociedade.

Fonte: Quartz