Documentos revelam conexão entre dono da Xiaomi e maior mineradora de bitcoin


Documentos vazados junto ao lote conhecido como Paradise Papers revelam que o bilionário chinês Lei Jun, fundador da fabricante de smartphones Xiaomi, possui negócios conectados à Bitmain, maior produtora de equipamentos para mineração de bitcoin do mundo, baseada em Pequim.

A notícia de que um grande influenciador da tecnologia, como Lei Jun, está de alguma maneira conectado ao negócio de mineração de bitcoins traz ainda mais respaldo à criptomoeda, que continua a se popularizar no mundo todo.

Segundo os documentos, duas empresas controladas por Lei Jun estão ligadas a uma companhia chamada Beijing Changtong Wuxian Consulting Company, que por sua vez está conectada a quatro empresas controladas pelos cofundadores da Bitmain, Wu e Micree Zhan. Ao que tudo indica, a Changton Wuxian seria uma holding sob a qual estariam os negócios tanto de Jun quanto dos Zhan.

Apesar de a relação entre as empresas não ser clara, a notícia foi suficiente para enviar ondas de otimismo entre os círculos de investimento da criptomoeda. No momento do fechamento deste texto, o Bitcoin operava em alta de 6.07%.

A Bitmain afirma fabricar 70% do equipamento utilizado para mineração de bitcoins no mundo, um processo que demanda alto poder computacional e que consome anualmente o equivalente às necessidades elétricas de um pequeno país. Além de fabricar o equipamento, a empresa oferece centros de mineração para que mineradores individuais conectem suas máquinas a uma rede maior, e aluga fazendas de mineração a clientes interessados.

Os centros de dados da Bitmain operam em regiões da China onde os custos dos terrenos e da energia elétrica são mais baixos.

Fonte: Quartz

Foto: Stefen Chow/Fortune Global Forum