Carros voadores estão perto de se tornar uma realidade, diz investidor do segmento


O carro voador é um símbolo da utopia futurista, e faz parte do imaginário humano há décadas. Até hoje, no entanto, continuamos dirigindo sobre rodas, e essas máquinas seguiam limitadas ao plano da imaginação. Mas, na visão de François Chopard, CEO da aceleradora de startups Starbust Accelerator, especializada em tecnologia aeroespacial, isso está prestes a mudar.

Chopard falou ao site Ars Technica sobre algumas das empresas que têm trabalhado para transformar esse projeto em realidade.

"Quando você olha para os protótipos que têm voado, percebe que a tecnologia e a performance estão prontas", diz o analista. Ele cita as startups Joby, Lilium, e Aurora como algumas das mais promissoras nesse segmento. Além dessas, o fundador da Google, Larry Page, possui duas iniciativas na área: a Zee.Aero e a Kitty Hawk. Até a Airbus está envolvida. Todas essas focam no desenvolvimento de veículos voadores compactos, capazes de viajar curtas distâncias com a finalidade de transportar passageiros. Segundo Chopard, motores elétricos associados a sistemas de decolagem e pouso vertical parecem ser o caminho mais interessante para o desenvolvimento desses veículos.

A Lilium, por exemplo, fabrica uma nave totalmente elétrica capaz de viajar até 300 quilômetros, o equivalente a uma viagem de Londres a Paris, em uma hora. Sua velocidade máxima é a mesma de um carro Fórmula 1, e o sistema da empresa prevê a possibilidade de pedir um carro voador por meio de um aplicativo, na área de pouso mais próxima.

A aeronave da Lilium em ação

"Los Angeles tem seis ou sete pistas de pouso, mas mais de 300 helipontos", diz Chopard. "Você precisa de uma boa malha de lugares para decolagem e pouso para fazer o serviço eficiente." Esse padrão pode ser visto em outras grandes cidades, como São Paulo. Os motores elétricos ajudariam a baratear as viagens, também. Carros voadores seriam uma resposta para o problema do tráfego congestionado de grandes capitais, e ofereceriam uma alternativa para viagens de curta distância.

Segundo Chopard, esse tipo de equipamento precisaria de pilotos em um primeiro momento, por conta da regulamentação. Mas, dentro de um período de uma década, aproximadamente, sistemas de pilotagem automática, semelhantes aos que já se encontram hoje em carros normais, poderiam dar origem a uma geração de veículos voadores autônomos. No ar, os sistemas de visão artificial teriam mais facilidade em se orientar, segundo Chopard.

O equipamento da Kitty Hawk em ação

Na opinião do investidor, graças a essas startups, estamos a poucos anos de ter frotas aéreas cruzando os céus transportando passageiros. A Uber, inclusive, é uma das que aposta no segmento. Talvez, daqui a uma década, suas corridas com o aplicativo passem a ser feitas a muitos metros acima do solo.

Fonte: Ars Technica