Carros autônomos: gigantes da tecnologia se enfrentam na arena do futuro da mobilidade


Restam poucas dúvidas de que, no futuro próximo, frotas de veículos autônomos circularão pelas ruas e estradas do mundo todo, transportando passageiros no piloto-automático. As maiores empresas de tecnologia do mundo estão envolvidas nessa pesquisa, em uma batalha de morte: Google, Apple, Tesla, Uber… Todas essas trabalham em suas próprias versões da tecnologia, às vezes até trocando alguns cascudos no meio do caminho.

No centro dessa corrida de quatro rodas está o aprimoramento de uma peça tecnológica chave, que permitirá aos veículos executar seus trajetos em segurança, sem ameaçar a segurança pública: o sistema de radar.

Desde que o Google começou suas pesquisas pioneiras na área, os engenheiros da empresa salientavam que esse seria o maior desafio. Como mapear o ambiente de forma instantânea e precisa, ao mesmo tempo em que o computador avalia as infinitas possibilidades de ação diante das mais variadas situações.

Hoje, ao que tudo indica, estamos nos aproximando rapidamente do ponto em que esse quebra-cabeças será definitivamente solucionado. A Tesla, por exemplo, já inclui a função de piloto-automático em seus veículos, ainda que sob uma série de restrições de segurança. Recentemente, um vídeo se espalhou no YouTube ao mostrar um carro da empresa se antecipando a um acidente que ainda sequer havia ocorrido, graças à tecnologia preditiva de radar.

Não está claro quem será o vencedor dessa disputa, ainda que a Tesla pareça estar levando vantagem, ao ponto de esnobar uma parceria com a Uber.

A Uber, aliás, enfrenta nos últimos meses uma batalha contra a Google nos tribunais, justamente por conta de uma disputa envolvendo carros autônomos. Anthony Levandowski, ex-engenheiro da Google, foi contratado como chefe da divisão de autônomos da Uber, e está sendo acusado por sua antiga empresa de ter roubado segredos tecnológicos, de ter carregado consigo essa propriedade intelectual e ajudado a avançar significativamente a tecnologia de radar da concorrente. Levandowski acabou demitido pela Uber, que alegou o fato de ele não ter colaborado com as investigações internas.

O aquecimento da disputa é um sinal da importância desse mercado, que envolve mais do que levar passageiros de um lado para o outro. Elon Musk, da Tesla, já sinalizou seu interesse em desenvolver um sistema que combine a tecnologia de piloto-automático com um serviço de compartilhamento de carsharing para transformar a mobilidade urbana coletiva. A Uber, por outro lado, trabalha com fabricantes de aviões para criar aeronaves autônomas de pequeno porte e curta distância. As implicações são enormes.

No centro dessa corrida, está a forma como grande parte da população se deslocará no futuro próximo. Portanto, é do interesse de todos ficar ligado no desenrolar dessa história.

Fonte: Wired, CNBC, Business Insider, Fortune