Avião espacial reduziria tempo de voos comerciais de 30 horas para 90 minutos


SpaceLiner

A DLR, agência espacial alemã, revelou planos para um novo tipo de avião que viajaria acima da estratosfera, nos limites do espaço, para reduzir drasticamente o tempo de voos comerciais de longa distância. Uma viagem entre a Europa e a Austrália, por exemplo, duraria 90 minutos, em vez das 30 horas utilizadas por uma aeronave convencional.

O SpaceLiner seria capaz de levar até 50 passageiros, decolaria verticalmente e depois entraria em voo cruzeiro a uma altitude de 80 quilômetros. Movido a foguetes de hidrogênio e oxigênio líquidos, o avião poderia acelerar até 12 vezes a velocidade do som, e o único resíduo dos motores seria água.

SpaceLiner Renderização mostra SpaceLiner durante decolagem quase vertical

Todo sistema seria reutilizável, com nove foguetes para a decolagem e mais dois para o resto do voo. A cápsula de passageiros seria destacável do sistema de propulsão e teria a capacidade de voltar à superfície em segurança, explica a agência, sem detalhar o funcionamento do mecanismo.

Inicialmente, um entrave seria o alto custo do sistema de decolagem, já que poucos foguetes do tipo são produzidos pela indústria atual. Mas os projetistas do SpaceLiner dizem que um nascente mercado de viagens comerciais supersônicas estimularia o rápido aumento dessa produção.

A agência alemã também ressalta que o avião funcionaria bem para viagens intercontinentais, por conta da maior complexidade do processo de decolagem e pouso.

Vídeo de apresentação do SpaceLiner

Há um longo caminho a ser trilhado até que esse tipo de tecnologia saia do papel, pelo menos 30 anos, sugerem os idealizadores. Mas o SpaceLiner não é o único projeto do tipo, e a Airbus anunciou um avião espacial nos mesmos modelos, chamado Concorde 2.0, com capacidade para 20 passageiros.

Mas, mesmo com todas as dúvidas em relação à viabilidade dos aviões espaciais supersônicos, eles apontam para um futuro concreto (e muito mais rápido) para a aviação comercial.

Fonte: DLR