Aparentemente, o interior da Lua está cheio de água


Até pouco tempo atrás, os cientistas acreditavam que a Lua era uma rocha estéril, desprovida de água. Foi em 2008, menos de dez anos atrás, que os pesquisadores encontraram pela primeira vez o vestígio de água aprisionada no interior de fragmentos de vidro, resultantes de erupções vulcânicas, coletados pelos astronautas durante as missões Apollo.

Aquele era um sinal, mas ainda não se sabia se as amostras eram exceções ou se representavam uma descoberta maior. Agora, os fragmentos de vidro voltaram a ser analisados, junto a novos mapeamentos de satélite do terreno lunar, que revelaram a presença abundante das rochas na superfície.

O vidro vulcânico se forma após a ejeção de material subterrâneo durante antigas erupções. Assim, ele guarda importantes informações sobre as características do interior lunar. Nesse caso, a descoberta sugere que ele é bem mais úmido do que se imaginava anteriormente.

Mapa Lua Mapa da distribuição de material vulcânico com água em seu interior. Crédito: Milliken Lab/Universidade

Para se ter uma ideia, a porcentagem de água aprisionada no interior desses fragmentos é semelhante à encontrada em rochas vulcânicas terrestres, e por aqui, estima-se que a quantidade de água presente no manto do planeta seja superior ao volume de todos os oceanos, rios e lagos da superfície combinados. Essa relação pode ser semelhante na Lua.

A notícia é boa para futuros astronautas. Em vez de ter que acessar fontes subterrâneas, uma operação complicada, eles poderiam utilizar os fragmentos de vidro como uma fonte de extração de água.

Fonte: National Geographic